Primeiro desenho da série que pretendo fazer em homenagem às 7 maravilhas da humanidade - sobre as quais andei lendo essas férias, entre fontes clássicas (Filon de Bizâncio, Heródoto, Gregório de Tours e companhia) e contemporâneas.
Trata-se de um dos temas mais clássicos para séries de imagens - perdendo talvez apenas para a Via Crucis (que pretendo explorar também, quem sabe em breve). É também um tema que me interessa desde pequeno, provavelmente o verbete que mais pedir para a minha mãe ler (antes de ser alfabetizado) - e a lista mais inútil que já decorei.
Aos poucos posso desenvolver essa minha admiração pelas mirablia mundi, por hora devo explicar apenas em rapidíssimos lances a história do Mausoléu.
O mesmo foi construído em homenageu ao rei/ general Mausolo (e por isso chama-se "Mausoléu") - que governava o próspero reino da Lídia (hoje turquia, na época mais intimamente vinculado à cultura grega) e foi responsável pela mudança da capital para a cidade de Halicarnasso, no mar Egeu.
Sua esposa, Artemísia, que se tornaria uma popular e célebre rainha depois de sua morte sofreu horrivelmente a perda até que, reza a lenda, mandou trazer as cinzas do falecido marido, as misturou em um cálice de vinho e bebeu lentamente - em um gesto doloroso de desespero e loucura.
Foi durante o relativamente breve reinado de Artemísia o ímpeto mais vigoroso da construção do Mausoléu, que havia sido iniciado pelo próprio Mausolo e concluido depois da morte de sua esposa.